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TÊNIS – AABB
ADRIANO SANTOS: O NOVO PROFESSOR


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Reportagem e fotos: Sérgio Torres
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O professor de tênis Adriano Santos tem 22 anos, é natural de Quirinópolis (outra cidade do Sudoeste goiano) e está, desde janeiro de 2009, em Jataí realizando trabalho com a garotada e com os adultos no tênis social. Sua proposta é a de acelerar esse esporte no clube da Associação Atlética Banco do Brasil-AABB, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a prática de forma competitiva. Antes de ser contratado pelo clube, Adriano teve várias passagens em sua carreira. Começou praticando tênis em sua cidade natal e logo viu a vontade em também ensinar o que aprendia. Saiu de Quirinópolis e teve seu primeiro trabalho em Rio Verde (cidade vizinha a cerca de 180 km). Lá era atleta e auxiliar técnico. Depois retornou. De lá foi para Cuiabá (MT) e novamente retornou para Quirinópolis. Abrindo novos horizontes, Adriano saiu novamente, dessa vez para Sorriso (MT) ficando por lá algum tempo até que surgiu a oportunidade de ir para o estado de São Paulo trabalhar em Guarulhos no GTC (Guarulhos Tênis Clube) onde ficou por dois anos e meio. De Guarulhos surgiu à possibilidade de voltar para Goiás onde aceitou a proposta de trabalhar na AABB de Jataí. Em sete meses no clube, Adriano Santos mudou a forma de administrar a disciplina do tênis junto aos associados. Vários outros professores já tiveram passagens pela AABB, mas nenhum havia conseguido impor uma forma de trabalho assim, fato este que vem motivou elogios da diretoria e reconhecimento dos alunos. Suas aulas são na base da didática com ênfase nos fundamentos técnicos.
CARREIRA - Adriano Santos começou em Rio Verde quando tinha de 15 para 16 anos como auxiliar técnico do professor Sebastião (in memorian). Além de dar aulas e repassar conhecimentos, Adriano também se aprimorou como atleta competidor. Desde o início, um de seus objetivos era conhecer o tênis a nível mundial. Ele lembra suas principais passagens no tênis. Uma delas foi quando teve a oportunidade, na época de Guarulhos, de acompanhar e treinar, por quase dois anos, com o tenista Thomaz Bellucci (terceiro melhor do país, número 70 no ranking mundial e um dos representantes do Brasil na Copa Davis). Outra foi quando deu aulas para jovens promessas do tênis nacional e até internacional, como Luiz Bugarim, Marcos Dias, Mateus Costa, Igor Okamoto e Igor Leite. Todos de São Paulo. Em sua passagem pelo GTC, Adriano diz que teve uma boa escola com os professores Ailton Claudino, Aldo Brandão (o “Batata”) e Giovanne Ballarin (ex-técnico e formador do Thomaz Bellucci). Em Guarulhos ele adquiriu experiência e aprendeu técnicas que trouxe para Goiás.
MUDANÇA – No que diz respeito ao professor ter voltado para Goiás, foi uma perca por um lado, mas ganho por outro. A saudade da família e a chance de ganhar mais como instrutor pesaram nessa decisão. Ele deixou uma ótima estrutura como a do GTC paulista, que conta com 10 quadras de saibro (sendo duas quadras cobertas), para ingressar na AABB goiana com apenas quatro quadras de saibro. Também abdicou da grande vitrine do tênis brasileiro e da possibilidade de se tornar um atleta bem pontuado no ranking para poder ganhar mais em uma região com carência de bons professores. Ele diz que agora suas condições financeiras melhoraram e estão, mais ou menos, equiparáveis, sendo que, em Goiás, seu custo de vida é menor.
CONTATO – A vinda de Adriano Santos para Jataí se deu, primeiramente, por contato via internet. Ele estava no MSN conversando, descontraidamente, com seu amigo Eduardo (sobrinho de um anterior professor de tênis da AABB de Jataí), quando foi informado que não havia nenhum professor no clube. Foi daí que Adriano resolveu entrar em contato com a diretoria local e solicitar a apresentação de seu trabalho. Obtendo êxito, o clube passou a contar com o novo professor vindo, diretamente, de São Paulo.
ATLETA – Como atleta competidor, Adriano Santos já foi vice campeão estadual de Goiás na 1ª Classe em 2005, aos 18 anos. A partir desse feito, conseguiu uma boa integração no tênis e impulso na carreira. Recebeu algumas propostas e sentiu crescimento. Hoje, como atleta, ele acredita que se desponta entre os melhores da 1ª Classe no estado.
TRABALHO – seu trabalho é voltado para o tênis social e preparação de uma futura equipe de jovens competidores, a exemplo do que já vinha realizando no GTC. Suas aulas são duas ou três vezes por semana com uma hora ou meia hora dependendo da aula. Os custos saem em conta para os alunos: duas vezes de meia hora por semana está custando R$ 60,00 mensal; três vezes de meia hora são R$ 90,00 mensais; duas vezes de uma hora está a R$ 120,00 e três vezes R$ 180,00. Valores ainda sem reajustes. As aulas começam a partir da tarde e vão até às 22h de segunda a sábado. Já na parte da preparação das futuras ferinhas, o trabalho vem sendo feito visando 2010. Mesmo assim, já é possível apontar alguns alunos que poderão vir a se destacarem em competições que são eles Rafael, Luiz Felipe, Bianca (de 6 anos de idade), João Miguel e Dudu. Também há outros. O professor acredita que até o próximo ano novos nomes poderão vir a se revelar. Outra motivação trazida pelo trabalho do novo professor foi quanto a reativação do ranking local de tênis e a realização de competições, como a Torneio André Arantes (regional e estadual). Todos, agora, tem motivos para voltarem a ativa. Quanto aos elogios recebidos, Adriano agradece e diz que esse reconhecimento é fruto de muito trabalho e que a o fato de alguns dizerem que, depois dele, passaram a aprender a jogar melhor, é devido a sua atualização com o tênis a nível nacional e internacional.









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DIRETOR SOCIAL FALA DA CONTRATAÇÃO


O diretor social e também diretor de representação do Tênis da Associação Atlética Banco do Brasil-AABB de Jataí, Augustinho de Carvalho Filho, revelou como se deu a contratação do novo professor Adriano Santos. O diretor estava no clube quando se apercebeu de sua chegada ao recinto acompanhado pelo tenista local José Lúcio. Carvalho Filho, que já foi o nº 1 do Tênis em Jataí, disse que, naquele momento, dia 14 de janeiro de 2009, não soube como se deu o contato que o levou, mas, ao ser apresentado e vendo a necessidade do clube, abraçou a "causa" imediatamente. Os dois primeiros meses foram de experiência e os trabalhos andaram bem. Para as acomodações do professor foi improvisado um alojamento lá mesmo nas dependências. Ficou combinado que Adriano, primeiramente, se estruturasse financeiramente antes de alugar algum imóvel. “Em março ele já pegou uma bolada considerável”, revelou Carvalho Filho que, após isso, conseguiu uma morada mais adequada (kitnet) para ele. O trabalho do novo professor é considerado como muito válido no clube uma vez que, nesse período, ele provou a todos que é diferenciado para dar aulas, seja como pessoa, ética e índole. De fato um dos melhores profissionais que já esteve nas quadras da cidade, segundo os diretores do clube. Suas passagens e experiências foram muito importantes. Até negócios com cheques foram feitos. Carvalho Filho disse ter emprestado ao novo professor e não ter havido problema algum.
GANHOS - Carvalho Filho ilustrou a situação da chegada do novo professor. Quando Adriano começou a mostrar seu currículo e detalhes sua experiência, foi feita uma pesquisa de sua vida e suas passagens anteriores. Era necessário saber como foi a trajetória do novo professor para evitar novas contratações problemáticas. Ligações foram feitas para os lugares onde ele havia passado. O intuito era buscar informações de sua vida pregressa. Carvalho Filho percebeu uma curva em ascensão e só teve boas referências. Foi confirmada a saída de Quirinópolis, a passagem por Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Cuiabá (MT), até a chegada no GTC de Guarulhos (SP). Ao retornar a Goiás para ficar mais próximo a família, Adriano perdeu a chance de progredir ainda mais como atleta, entretanto, melhorou sua condição de instrutor. “Não é que ele veio para Jataí como decadência. O problema é que lá, ele tinha até muito mais projeção por estar na vitrine da capital paulista e tinha condições de crescer mais. Mas como professor, ele me revelou que, hoje, na AABB, ganha três vezes mais do que ganhava em Guarulhos”, declarou o diretor confessando que em São Paulo o professor obtinha na faixa de R$ 800,00 a R$ 1 mil, enquanto que em Jataí já está conseguindo mais de R$ 2 mil. Adriano também investiu na aquisição uma máquina de encordoamento de raquetes (pagando R$ 1,2 mil a vista) e está esperando começar a ter lucros. Cada encordoamento custa de R$ 20,00 a R$ 25,00. O clube demonstra satisfação com os trabalhos.
MELHORIAS - Carvalho Filho faz um comparativo e ataca ex-professores. Para ele, a classe é complicada e, em sua grande parte, é composta por más profissionais. “Há muitos ‘picaretas’ e ‘mercenárias’, principalmente os que já passaram pelo tênis em Jataí. O que seria o ‘picareta’ que quero falar: é o cara receber do aluno lá na quadra e não repassar os 20% do clube; não deixar o aluno pagar na secretaria e fora outras coisas. Já tivemos professor, aqui, com problemas com drogas, já outros irresponsáveis que matavam aulas, dentre outros”. Carvalho Filho também não se esqueceu dos professores sem iniciativa e elogiou esse que é o início de seu novo contratado. “O Adriano chegou aqui e já mexeu nas quatro quadras, rastelou, nivelou e melhorou. Compramos duas toneladas de saibro e agora estamos trocando as fitas que estavam estragadas. Tudo isso é graças aos recursos que a gente vai conseguindo junto à diretoria administrativa”. O diretor ressaltou seu próprio trabalho e demonstrou satisfação com a elevação da moral do Tênis com todas essas ações.















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VICE DIRETOR DO TÊNIS ELOGIA NOVO CONTRATADO
CECÍLIO PANIAGO ROCHA DIZ QUE O NOVO PROFESSOR TEM MAIS AMBIÇÃO

ALVO NOTÍCIAS: O QUE VOCÊ TEM A DIZER SOBRE O SEU NOVO PROFESSOR?
CECÍLIO - O Adriano está com a gente vai fazer sete meses. Ele é de Quirinópolis e estava residindo em São Paulo. Trouxemos ele pra cá porque estávamos sem professor. O pessoal está se interessando tanto por esse esporte que ele já está até sem horários para dar aulas. Está com muitos alunos, muitos mesmo. O tênis aqui está evoluindo bastante. A direção do clube também está procurando nos apoiar com a manutenção das quadras; as lâmpadas, por exemplo, foram todas substituídas. Estamos acreditando que o tênis aqui agora vai dar um grande salto.
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ALVO NOTÍCIAS: VOCÊ FALOU QUE ELE É DE QUIRINÓPOLIS E O CLUBE ESTAVA SEM PROFESSOR. QUAL A DIFERENÇA EM RELAÇÃO AOS OUTROS PROFESSORES QUE ESTAVAM AQUI? SEM QUERER ENTRAR EM POLÊMICA, CLARO.
CECÍLIO - O Adriano parece que veio com vontade de trabalhar mesmo. Os outros antes dele nos pareciam que tinham muito interesse financeiro. Como se o montante a ser faturado importasse mais do que qualquer outra coisa. O Adriano não. Ele está com vontade de formar atletas. Seu objetivo é que tenhamos daqui a algum tempo grandes tenistas dentre as várias crianças e jovens que hoje fazem aula no clube.
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ALVO NOTÍCIAS: VOCÊ VÊ NELE UMA AMBIÇÃO, ALGO QUE OS OUTROS NÃO TINHAM?
CECÍLIO - Sim, com certeza. A ambição dos outros era por dinheiro. O Adriano, ao contrário, quer dar aulas e apoiar todos os tenistas. Ele está aceitando crianças a partir de 5 anos e quer ver essa molecada se transformar em grandes tenistas, quer vê-los chegar lá em cima, no topo.
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ALVO NOTÍCIAS: ENTÃO O CLUBE ESTÁ SATISFEITO COM ELE?
CECÍLIO - Com certeza. O Adriano é uma pessoa que vem satisfazendo muito os objetivos de toda a equipe do Tênis e, conseqüentemente de toda a diretoria da AABB.
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ALUNOS DÃO DEPOIMENTOS SOBRE O NOVO PROFESSOR
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JOÃO MIGUEL GOSTA DE APRENDER O CONTROLE DE BOLA
João Miguel é um dos garotos que praticam aulas com Adriano Santos. Ele tem apenas 7 anos.
ALVO NOTÍCIAS: O QUE VOCÊ ACHA DAS AULAS DO PROFESSOR ADRIANO?
JOÃO MIGUEL – São muito legais!
ALVO NOTÍCIAS: HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ FAZ AULAS COM ELE?
JOÃO MIGUEL – Três ou quatro meses, por aí!
ALVO NOTÍCIAS: VOCÊ JÁ APRENDEU MUITA COISA?
JOÃO MIGUEL – Sim, muita coisa!
ALVO NOTÍCIAS: O QUE VOCÊ MAIS GOSTA NAS AULAS?
JOÃO MIGUEL – O controle de bola que você aprende cada vez mais.
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ADELSON JUSTINO SENTIU QUE EVOLUIU MUITO NA QUADRA
Adelson Justino é um associado da AABB que já pratica tênis há algum tempo.
ALVO NOTÍCIAS: O QUE VOCÊ ACHA DAS AULAS DO PROFESSOR ADRIANO?
ADELSON JUSTINO – Eu estou com ele há cinco meses e notei que evoluí bastante. O método implementado com os alunos, pra mim que era iniciante peladeiro, quer dizer, ainda estou nessa fase, notei que foi muito bem aceito. Não só pra mim, mas para todos os outros alunos que estão na mesma classe, que a gente chama de Terceira. Estamos obtendo resultados pela forma com que ele está impondo o método nos treinamentos (aulas).
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ALVO NOTÍCIAS: NO SEU CASO, QUAL FOI A GRANDE DIFERENÇA ENTRE O ANTES E DEPOIS DO PROFESSOR ADRIANO?
ADELSON JUSTINO – Antes, como estava dizendo no início, eu era peladeiro; vinha para brincar de tênis: não tinha postura, não tinha posicionamento, não tinha empunhadura... Então com a ajuda do Adriano e com as explicações dele, começamos a jogar da forma mais correta, ou seja, mais visão de jogo, mais visão da quadra, empunhadura na raquete, postura, posicionamento na quadra... Isso mostrou uma evolução muito grande que antes a gente não tinha, porque aprendemos errado e jogávamos errado. Com as aulas dele aprimoramos esses fatores.
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RAFAEL DISSE QUE ELE MESMO, ANTES, ERA HORRÍVEL
Rafael é um jovem praticante de tênis da AABB.
ALVO NOTÍCIAS: O QUE VOCÊ ACHA DAS AULAS DO PROFESSOR ADRIANO?
RAFAEL
– Boas, porque você treina preparo físico, bate bola... Ele te ensina tudo o que você precisa como fundamentos.
ALVO NOTÍCIAS: COMO VOCÊ ERA ANTES DELE?
RAFAEL – Era horrível. Agora eu sou ruim, antes eu era horrível. Evoluí muito.
ALVO NOTÍCIAS: MAS VOCÊ CONSEGUIU EVOLUIR MAIS EM QUAIS ASPECTOS?
RAFAEL – Posicionamento, batida: esquerda e direita.
ALVO NOTÍCIAS: HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ FAZ AULAS COM ELE?
RAFAEL
– Seis meses.
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O BLOG ALVO NOTÍCIAS TAMBÉM PRODUZIU E POSTOU NO YOU TUBE UM VÍDEO, EM DUAS PARTES, MOSTRANDO UM POQUINHO DA ROTINA DIÁRIA DO TÊNIS NA AABB.
PARTE 1


PARTE 2

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