terça-feira, 8 de novembro de 2011





ESPETÁCULO

APÓS O ÊXITO DA PEÇA "A MORTE É UMA PIADA", RENATO PIETRO E SUA TROUPE APRESENTA "O SEMEADOR DE ESTRELAS" E FALA DA VIDA DE DIVALDO FRANCO

Renato Pietro também fez sucesso em Jataí com sua peça teatral “A Morte É Uma Piada” apresentada dia 15 de maio de 2011 no Centro de Cultura e Eventos Dom Benedito Domingos Cóscia. A casa lotou para ver a temática e a habilidade do artista. A peça, toda de cunho Espírita, levou uma mensagem de otimista em relação a vida e seu protagonista foi o mesmo do filme “Nosso Lar” – visto por mais de quatro milhões de espectadores – que atuou ao lado de Rosana Penna e Sylvia D’Silva.

No próximo dia 20 de novembro de 2011, domingo, por iniciativa do Conselho Espírita local, eles retornam ao centro de cultura e eventos para apresentar um novo espetáculo: “O Semeador de Estrelas” (em duas sessões, 19 h e 21 h). Essa nova peça vem seguindo o exemplo da anterior e fazendo sucesso e lotando casas teatrais. Os espetáculos de Renato Pietro também fazem doações para trabalhos das entidades espíritas nas cidades por onde passa. O artista começou a montar peças e realizar turnês por conselho e pedido do médium Chico Xavier. Assim, elas também fazem um papel difusor dessa doutrina.

Na ocasião de sua passagem por Jataí, com a peça “A Morte É Uma Piada”, Renato Pietro concedeu uma entrevista ao Blog Alvo Notícias.

BLOG – O que o levou a desenvolver essa peça e a trabalhar com esse espetáculo levando mensagem de cunho espírita, religioso e, acima de tudo, positivista como em "A Morte É Uma Piada”?
RENATO PIETRO – É que eu já havia feito várias outras coisas e, depois que se fez 10, 15 espetáculos diferentes, chega uma hora em que é preciso começar a diversificar (Renato Pietro já lançou 12 espetáculos teatrais dessa natureza). Daí eu comecei a ver que era importante trazer para o público um espetáculo que atraísse, principalmente, a juventude, que tivesse essa modernidade com um elenco souto cantando e contando histórias e emocionando o público. Tudo o que é dito no palco é muito plausível, é palpável e é o hoje. A garotada, essa turma jovem, gosta de todo esse ritmo. Então acho que era importante fazer um espetáculo mais clean (limpo), mais solto e, ao mesmo tempo, trazer as mensagens que são importantes para a modificação de todos nós.

BLOG – O senhor, que tem uma jornada como artista, que percorreu e levou seu trabalho para muitos lugares se apresentando em várias cidades, considera essa receptividade e temperatura do público como o ponto em que deveria ter chegado?
RENATO PRIETO – Imagina só. Estou ainda no começo. A gente tem toda a eternidade pela frente para crescer, melhorar, compreender, fazer, refazer, errar, acertar, continuar... Acho que esse é um dos momentos dos muitos outros ainda que eu terei para melhorar, para fazer outras coisas, para demonstrar outras idéias e deixar a semente plantada no planeta para ajudar outras pessoas. Então, hoje é um momento. Tenho que viver agora esta história, mas muitas outras terei por toda a eternidade. Assim espero.

BLOG – Como o senhor vê, hoje, o espiritismo no Brasil?
RENATO PRIETO – Cada vez mais o espiritismo encontra canais favoráveis em que se fala dele com a maior tranqüilidade. Temos aí as novelas, o cinema e o teatro. Tudo isso foi alavancando e deu uma abertura para que as pessoas quisessem se aproximar mais e conhecer o assunto. Acho que estamos em um belo momento em que a doutrina espírita deu uma grande alavancada, inclusive depois que esses filmes todos estiveram no cinema com grande sucesso incluindo o filme “Nosso Lar”.

BLOG – Por falar em filmes que tiveram muito sucesso no cinema e, especificamente, do filme “Nosso Lar”, o senhor acha, sinceramente, que lançar um filme nacional de cunho Espírita pudesse render tanto em bilheteria?
RENATO PRIETO – Minha preocupação sempre foi realizar, em atuar bem, com isso, estudar ao máximo o personagem que iria interpretar que foi o André Luiz e me entregar de corpo e alma para fazer o melhor possível dentro daquilo que a direção do Wagner de Assis queria de mim e de meus produtores que estavam ali também (Iafa Britz, Luiz Augusto de Queiroz, Luiz Cláudio Queiroz e Elisabete Marinho), enfim, era eu me concentrar e dar o resultado que eles esperavam. Nunca tive preocupação se iria ser essa ou aquela bilheteria. Minha preocupação maior foi participar o máximo possível da logística e ajudar na difusão da doutrina já que essa janela toda se abriu e eu estava ali presente para colaborar e ajudar nessa alavancada.

BLOG – Essa peça “A Morte É Uma Piada”, atuam nela o senhor, a Rosana Penna (produtora e atriz) e a Sylvia D’ Silva (atriz e cantora). O certo é que o desempenho das duas partners ajuda em sua interpretação e faz uma base para seu trabalho e para a peça se destacar, além de ilustrar, claro, muito bem o espetáculo. Em seu ponto de vista como autor, ator e responsável pela mesma, elas podem continuar por muito mais tempo na peça ou o senhor acha que elas ainda terão um papel diferenciado na mesma?
RENATO PRIETO – Não sei, ainda tenho muitos convites de trabalho para serem realizados. Elas são minhas amigas, independente do talento e das atrizes que são. Estaremos, futuramente, em novos trabalhos, inclusive, já estivemos em outros trabalhos no passado. Gosto de trabalhar com pessoas que formem uma grande família e nós somos uma grande família. Será sempre um prazer nos encontrarmos em novos trabalhos, sejam no teatro, no cinema ou na televisão e não tenho dúvidas disso.

BLOG – O senhor é espírita e com isso tem alguma mediunidade?
RENATO PRIETO – Todos nós temos. Não só eu, mas todo mundo. Eu procuro exercer isso nas minhas reuniões onde frenquento e deixo a parte de teatro e de cultura para os diretores, autores e pesquisadores. É com responsabilidades que preciso para chegar ao palco e estar preparado. Entendo que, quando estou ali é para isso e preciso estar concentrado e preparado para realizar. Frequento reuniões e procuro exercer nesses locais esse trabalho todo que é o de interagir com a espiritualidade.