terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


JATAÍ NA GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO ESTADUAL





COLÉGIO ESTADUAL NESTÓRIO RIBEIRO

     O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás-SINTEGO conseguiu paralisar os professores do maior colégio público de Jataí na segunda-feira, 6 de fevereiro. No Nestório Ribeiro não teve aulas em nenhum dos três períodos. Tudo ficou paralisado depois da reunião com o sindicato na sexta-feira, dia 3. O colégio esteve de portas abertas nessa segunda, mas só funcionando com a secretaria, diretoria e coordenadoria. Os professores efetivos compareceram mas decididos a não dar aulas. Até mesmo os docentes em regime de contrato estiveram paralisados. Para o decorrer da semana não há previsão de retorno das aulas e tudo dependerá das negociações entre o sindicato e o governo estadual.






COLÉGIO ESTADUAL JOÃO ROBERTO MOREIRA

     O SINTEGO não conseguiu paralisar os professores do segundo maior colégio público de Jataí na segunda-feira, dia 6. No João Roberto houve aulas normais nos três períodos e nada ficou paralisado com o grito de Greve Geral - o colégio esteve de portas abertas e recebeu os alunos normalmente e com os professores comparecendo e entrando nas salas. Entretanto, nesta terça-feira, dia 7, haverá um intervalo no período noturno onde os docentes e a diretoria se reunirão para decidirem se entram em greve ou não.







COLÉGIO ESTADUAL DE 1º GRAU MARCONDES DE GODOY

     O SINTEGO também conseguiu paralisar o corpo docente do mais antigo colégio de Jataí. O Marcondes de Godoy foi encontrado de portas fechadas e com cartazes de Greve Geral (e luto) em sua porta de entrada na noite da segunda-feira, dia 6. O retorno dos professores às salas de aulas dependerá do andamento das negociações.






COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ FELICIANO FERREIRA

     O SINTEGO também conseguiu paralisar o corpo docente do colégio José Feliciano Ferreira (nome do ex-governador de Goiás). No caso, paralisou o corpo docente efetivo, pois houve aulas com os professores em regime de contrato.
     Na segunda-feira, dia 6, no período matutino (manhã) houve três aulas com esses docentes contratados. Entretanto, nem a tarde e nem a noite as aulas aconteceram de novo.
     Para esta terça-feira, dia 7, está prevista a presença, pela manhã, de mais quatro professores do quadro de contratados e as aulas dependerão da presença de alunos. A rotina seguirá assim toda a semana e haverá a presença de dois professores na quarta, na quinta e na sexta-feira. No total, o José Feliciano está com 18 professores paralisados nos três turnos. Na sexta-feira, dia 10, o corpo docente e a diretoria se reunirão para discutirem sobre a situação da Greve Geral.






COLÉGIO ESTADUAL E CONSELHO ESCOLAR
EMÍLIA FERREIRA DE CARVALHO

     O SINTEGO também conseguiu paralisar o corpo docente do colégio Emília Ferreira de Carvalho. No período matutino compareceram seis professores efetivos, mas não houve aulas. Os docentes apenas conversaram com os alunos e com seus pais explicando os motivos da paralisação. A noite houve apenas a aplicação de provas de classificação para alunos que não possuem o ensino fundamental completo e, com isso, não houve movimento grevista. Entretanto, nesta terça-feira, dia 7, os professores estarão decidindo sobre a Greve Geral também para o período noturno. No colégio Emília não têm aulas no período vespertino (à tarde) e o quadro conta com sete docentes efetivos, sendo que todos são a favor da paralisação.

     O SINTEGO ainda conseguiu paralisar os professores dos colégios estaduais Alcântara de Carvalho e Frei Domingos, porém ainda há outras escolas estaduais na cidade que ainda não decidiram aderir a convocação de Greve Geral:

-Caixa Escolar José Monoel Vilela
-Escola Estadual Serafim de Carvalho
-Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi


MOTIVOS DA GREVE GERAL

     O SINTEGO deu grito de Greve Geral alegando que o governo estadual achatou a carreira e retirou a gratificação de titularidade dos professores, causando prejuízos irreparáveis que, no caso dos professores com nível superior e que tinham 30% de gratificação de titularidade, ultrapassam R$ 11 mil por ano. Além disso, o sindicato ainda cita duas medidas que, conforme parecer do Conselho Estadual de Educação (CEE), desestimulam o ingresso e a permanência na carreira do magistério público e trazem grandes prejuízos para a qualidade do ensino na rede estadual. O SINTEGO ainda cobra o respeito à carreira dos administrativos, que também tiveram a carreira achatada no começo deste ano, quando o governo reajustou o salário mínimo estadual, mas não repassou o reajuste para toda a categoria e até agora não garantiu a data-base, que seria dividida até o fim do mandato. O sindicato reclama que, mesmo com o reajuste, mais de seis mil trabalhadores em Educação têm vencimento inferior a um salário mínimo e dependem de um complemento “imoral e humilhante”. Já para os aposentados, diz o SINTEGO, os prejuízos são maiores, uma vez que estes não terão a chance de repor por meio da gratificação por desempenho (meritocracia) as perdas salariais originadas com o fim da gratificação de titularidade e com o achatamento salarial. A assembléia geral do sindicato que decidiu pela Greve Geral aconteceu no dia 2 de fevereiro de 2012.

Folheto distribuido pelo SINTEGO nas escolas paralisadas


RESPOSTA DO GOVERNO ESTADUAL

     O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás decidiu que a greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação é ilegal e impôs multa diária no valor de R$ 30 mil em caso de descumprimento da decisão. O governo do Estado de Goiás agiu rápido e tomou todas as medidas cabíveis para restabelecer a rotina escolar a partir desta segunda-feira, 6 de fevereiro. As aulas transcorrerão normalmente em todas as 1.095 unidades de ensino em Goiás. A decisão é assinada pelo juiz Fábio Cristovão de Campos Faria. A presidente do sindicato, Ieda Leal, foi notificada ainda na tarde deste sábado.
     O magistrado deixa claro que o governo do Estado “respeita o pagamento do Piso Salarial da categoria, que houve aumento salarial, inclusive com impacto financeiro relevante”. “Ante o exposto, concedo a antecipação dos efeitos da tutela, determinando a suspensão do movimento paredista, coordenado pelo Sintego, por sua fumaça de abusividade, com a manutenção das atividades laboriais, sob pena de imposição de multa diária no valor de R$ 30 mil”, diz trecho da decisão judicial. O governo entrou na Justiça contra a greve embasando-se em documento protocolado na Secretaria da Educação na tarde do último dia 2 de fevereiro e notificando o secretário Thiago Peixoto sobre a paralisação que se iniciaria no próximo dia 6 de fevereiro. Assinado por Ieda Leal, a notificação dizia, em resumo, que o movimento grevista seria iniciado nesta segunda-feira.
     O secretário Thiago Peixoto lembrou que o Estado de Goiás já paga o Piso Salarial Nacional dos Professores no valor de R$ 1.460,00, superior ao do Ministério da Educação. Citou ainda a ampliação do bônus Reconhecer (de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil), a implantação da Política de Avaliação de Desempenho (que concederá gratificações de até 60%) e o aumento no salário de entrada(de R$ 1,5 mil para R$ 2.016) e no salário final (perspectiva passa agora de R$ 2.600 para R$ 4.700,00). Todos os argumentos elencados pelo secretário serviram para mostrar que a greve não se justificava.
      Thiago também lembrou que, somente no ano passado, esteve com a direção do Sintego por mais de 40 vezes nas audiências públicas que discutiu o Pacto Pela Educação, sem contar as vezes que recebeu os representantes do sindicato em seu gabinete. O secretário fez estas afirmações para deixar claro que o radicalismo não era a melhor solução para resolver a situação, mas sim o diálogo e a busca por um consenso. A possibilidade de reposição de aulas, o tumulto no calendário escolar, o corte de ponto salarial e a perca do bônus Reconhecer eram citados pelos profissionais como argumentos para não paralisar as atividades, além de outro importante motivo: o compromisso dos professores com seus alunos. (Equipe Marconi - Blog da equipe de mídias sociais)