Exposição simultânea de pintura no MAC Jataí


Exposição em Jataí reúne obras de "Ropre" (MG) e Fabíola (SP)

    O Blog Alvo Notícias acompanhou a abertura da exposição simultânea das artistas, Alessandra Cunha "Rôpre" (Uberlândia-MG) e Fabíola Racy (São Paulo-SP) no Museu de Arte Contemporânea-MAC de Jataí (GO). O evento ocorreu na terça-feira, 11 de novembro de 2014, às 20 h, e teve a presença da sociedade cultural local. Na abertura, participação da "Rôpre" e do secretário municipal de Cultura de Jataí, Marquinho Carvalho. A artista mineira é sediada em Uberlândia e possui bastante atividade dentro das artes visuais em sua cidade. Ela já participou de diversas outras exposições em outros estados. Seu trabalho mais destacado é o projeto "Uberinvasão". Já Fabíola Racy sabe-se que possui uma importante atuação na capital paulista. Seus quadros são baseados em acrílico sobre tela. A exposição simultânea faz parte do calendário de exposições 2014 do museu e vem destacar, mais uma vez, o MAC de Jataí pode ser um dos únicos dedicado à Arte Contemporânea na região centro-oeste. Os trabalhos ficam abertos à visitação de 12/11 a 12/12/2012.


Exposição 1: "Vultos Do Não Se Pode" 
As pinturas da Alessandra Cunha "Ropre" fala de estória de assombração. 

    Com o nome de "VULTOS DO NÃO SE PODE" a artista trouxe pinturas em algodão cru demonstrando sua versão da lenda urbana piauiense “NUM-SE-PODE”. Essa lenda, bastante antiga na capital Teresina, é contada em rodas de conversas e causos e possui algumas versões diferentes. Uma dessas versões fala de uma bela e misteriosa moça de branco que costumava surgir nas noites e madrugadas para algum paquera na praça. Ela se aproximava e pedia um cigarro ou só um fogo. Dependendo da reação do paquera, a moça mudava de aspecto e iria crescendo de tamanho e ficava tão alta e pavorosa que seria capaz de acender o cigarro no lampião de gás do poste de iluminação. Enquanto crescia gritava: "NUM-SE-PODE, NUM-SE-PODE, NUM-SE-PODE"!! Se a vítima não fugisse, era devorada. A lenda até hoje apavora e, apesar de suas variações e vultos, o que não muda é o ponto em que a moça acende o cigarro no lampião de gás e assusta a vítima. 
     AS OBRAS - A artista "Rôpre" buscou explorar todo o lado sombrio dessa lenda com uma série estampada em serigrafia e acabou conseguindo transmitir uma sensação de mistério. As obras, no total de nove, possuem uma pigmentação intensa de cores. Contemplado-as é possível distinguir o ambiente das ruas, praças, lampiões de gás e sombras na noite. Nas obras a artista também estampou sua própria figura em miniaturas como uma “Num-Se-Pode”. 


Exposição 2: "Passaporte Para Pintura" (ou Patagônia)
As pinturas em acrílico da Fabíola Racy retratam as paisagens geladas da Patagônia na Argentina e no Chile.
    
    Os quadros da Fabíola Racy possuem uma suave, mas profunda coloração azul. O tema é uma viagem à Patagônia onde são retratados alguns dos diversos pontos turísticos daquela vasta região costeira sul-americana. Um release distribuído à imprensa explicou como ela se inspirou para elaborar suas obras. Diz ele: "As pinturas surgem como ideias a partir de fotografias que são recolhidas em jornais, revistas, livros ou internet. Elas ficam arquivadas e, para iniciar um trabalho, é feita a seleção. Este momento é tão importante quanto o processo da pintura, pois é onde se dá o envolvimento com o trabalho que será realizado. Mas estas imagens sempre são um ponto de partida, uma referência, um motivo para 'fazer pintura'. Durante a pintura, as imagens sofrem grandes alterações, algumas vezes um completo desligamento da referência, em outras não, ainda resta um vestígio da imagem inicial. A série apresentada na exposição resulta de fotografias dadas à artista de uma viagem feita por amigos".

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