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POLÍTICA
Em reportagem, prefeito reclama de dívida herdada
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Em entrevista publicada na edição de hoje, segunda-feira, 15 de junho, no jornal O Popular, o prefeito Humberto Machado (PMDB) alega ter herdado dívida de R$ 8,7 milhões com o INSS.
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O balanço administrativo da prefeitura de Jataí é a sexta e última reportagem da série que o jornal O Popular de Goiânia (o jornal de maior circulação no estado de Goiás) publica desde a semana passada.
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Em cinco meses à frente de seu terceiro mandato, Humberto Machado afirma ter recebido uma indigesta herança com o INSS da gestão anterior (gestão do prefeito Fernando Henrique Peres, o FHP [PR], no período de 2005 a 2008). As supostas condições financeiras precárias da prefeitura, segundo o prefeito, vêm atrasando as realizações de seus compromissos de campanha. Humberto disse ao jornal que encontrou maquinário sucateado, salários de dezembro de 2008 não pagos e contas atrasadas referentes a convênios com a CELG, INSS, JataíPREV (previdência privadas dos servidores municipais) e outros fornecedores. “Investimos muito dinheiro em manutenção de máquinas danificadas. Somente em pneus foram gastos mais de R$ 200 mil”, declarou o prefeito a reportagem do jornal. Para saldar débitos, Humberto disse que cortou gastos e criticou que, na gestão FHP, havia 1.400 funcionários comissionados. Ele contou que extinguiu 600 cargos de confiança para adequar receitas e despesas. Dos 678 aprovados no concurso público exigido pelo Ministério Público ainda no ano passado, apenas 200 foram convocados para postos de extrema necessidade. Boa parte das dívidas foi paga e só de salários atrasados foram quitados cerca de R$ 3 milhões. Diante da situação, o prefeito viu os débitos se transformarem em uma bola de neve acumulando quase R$ 12 milhões por causa da nova dívida somada com os restos a pagar. O descompasso financeiro refletiu-se, assim também, nas promessas de campanha. A evolução da dívida em relação à gestão anterior argumentou o prefeito, determinou o retardamento do cronograma de obras públicas, entre as quais, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Centro Médico e três dos quatro mini hospitais prometidos. “Temos várias barreiras para superar. Tivemos que retardar o funcionamento da UTI, mas agora a prioridade é para o segundo semestre e vai depender de fatores profissionais”, revelou o prefeito que prometeu que os atendimentos na UTI, obra iniciada pelo antecessor, terão início até o final do ano após o credenciamento da unidade no SUS (Sistema Único de Saúde). Para acelerar o processo, o prefeito agendou reuniões com o ministro da Saúde e o governo estadual interessado na centralização do serviço de atendimento. Nos primeiros seis meses de funcionamento, a UTI será bancada pelo município e vai custar, pelo menos, R$ 300 mil mensais aos cofres da prefeitura municipal até o SUS repassar os recursos, observou Humberto. O mini hospital do Conjunto Rio Claro, construído na gestão anterior, não funciona plenamente por falta de equipamentos. A situação, disse o prefeito, deverá ser normalizada até o final do ano. Em função do quadro financeiro, a revitalização dos principais cartões postais da cidade (lago Bonsucesso e Tharmas Beach Park) ficará para o próximo ano bem como a entrega dos mini hospitais da Vila Olavo e da Vila Fátima.

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