NOVAS CÉDULAS DO REAL ENTRAM EM CIRCULAÇÃO


As novas cédulas do dinheiro brasileiro, chamadas pelo governo de “SEGUNDA FAMÍLIA DO REAL”, seguem os padrões do euro e do dólar americano. Pode-se dizer que, no padrão do euro, elas passam a ter tamanhos diferenciados para cada valor e um visual mais limpo. No padrão do dólar americano, passam a ter um sistema com mais segurança contra falsificações.

Diferenças:
Do euro foi copiada a aparência e do dólar americano a segurança

Do euro:
-as notas de R$ 2,00 têm o menor tamanho e as de R$ 100,00 o maior;
-facilita, por exemplo, para o deficiente visual saber reconhecer os valores de cada nota;
-cédulas envernizadas.

Do dólar americano:
- marca de segurança: antes não tinha, agora tem;
- nova faixa holográfica com desenhos diferentes para cada valor;
- registro: vistos contra a luz exibe figuras de segurança;
- imagem latente: maiores que as anteriores e ficam do lado direito;
- desenhos mais complexos e impressos com maior definição;
- tinta especial: exposta a luz do sol ela muda de cor.

Cédulas de euro


Cédulas de dólar americano

Anverso da cédula de R$ 2,00


Anverso da cédula de R$ 5,00


Anverso da cédula de R$ 10,00


Anverso da cédula de R$ 20,00


Anverso da cédula de R$ 50,00


Reverso da cédula de R$ 50,00


Anverso da cédula de R$ 100,00


Reverso da cédula de R$ 100,00


Cédulas anteriores: "Primeira Família" do real (1994)


Produção do dinheiro brasileiro que está ganhando nova roupagem

Guido Mântega, ministro da Fazenda e Henrique Meirelles, presidente do BC, assinam as novas cédulas

Governo troca a família real do Brasil

O Banco Central (BC) apresentou no dia 3 de fevereiro de 2010, a segunda família de cédulas do real. As novas notas mantém as cores e a temática das antigas - efígie da República nos anversos e animais da fauna brasileira nos reversos -, mas os elementos gráficos foram remodelados. A impressão é superior com elementos de segurança como a marca d'água redesenhados. Os anversos (face principal) estão, visualmente, mais limpos. As cédulas também ganham, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal - a nota de R$ 100, por exemplo, que tem uma garoupa no reverso, ganhou no anverso figuras que remetem ao mar. Outra novidade é que nas notas de R$ 50 e R$ 100 também foi incluída uma faixa holográfica com desenhos personalizados por valor o que, de acordo com o BC, é um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação existente. Outra detalhe é que no reverso, as figuras de animais foram modificadas e estão agora na horizontal. o exemplo é a nota de R$ 50 que agora traz a mesma figura da onça pintada deitada sobre uma pedra. Mas a principal novidade, no entanto, está no tamanho, que varia de uma nota para outra. A partir desta mudança, o dinheiro passará a ser assim: quanto maior o valor maior a cédula. A menor será a R$ 2,00 e a maior a de R$ 100,00. Esse estilo segue o mesmo exemplo do euro e compatibiliza com o dólar americano que também varia de tamanho de acordo com o valor.

MAIS DETALHES - A troca das notas não acontece em razão de alguma incidência grave de falsificação. Segundo o BC, o motivo é a prevenção. As novas notas continurão a ser diferenciadas por cores predominantes, pois isso facilita a rápida identificação dos valores nas transações cotidianas. As novas cédulas contém itens de segurança mais sofisticados e layout mais atraente, com destaque para as de R$ 50,00 e de R$ 100,00 que tem às atuais figuras de animais na horizontal e em imagens tridimensionais. Cada animal da cédula também é a marca d'água, como já é nas notas de R$ 2,00 e de R$ 20,00. Destaque ainda para a banda holográfica, existente na de R$ 20 e muito usada no euro. O tamanho da cédula foi reduzido e aumentado de acordo com o valor. Na família anterior todas eram iguais, ou seja, mediam 13,5 cm por 6,5 cm. No modelo novo, a de R$ 2,00 mede 12,1 cm por 6,5 cm (redução de 1,4 centímetro só na largura), e a maior, a de R$ 100, tem 15,6 cm por 7 cm (aumento de 2,1 centímetros na largura e 0,5 na altura). De acordo com o BC, 83% dos países em todo o mundo adotam cédulas de tamanhos diferentes, como o euro, para facilitar o manuseio entre os deficientes visuais. A antiga cédula do cruzeiro, na década de 1970, também tinha tamanhos diferenciados.

BC REFORÇA - Com a mudança no tamanho e com a adoção de marcas táteis mais salientes (em relevo), o BC afirma, em boletim, que "as novas cédulas do real atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que até então enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas”. A autoridade monetária ressalta ainda que as novas cédulas, dotadas de recursos gráficos mais sofisticados, "ficam mais protegidas contra as falsificações”. Como já exposto, as notas ganham também novos itens de segurança.

SUBSTITUIÇÃO - As notas em circulação continuarão a valer até a substituição integral. As novas cédulas de R$ 50,00 e R$ 100,00 começaram a circular entre abril e junho de 2010. As notas de menor valor - de R$ 2,00, R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 20,00 - serão trocadas gradualmente e “naturalmente” de acordo com o desgaste da atual até 2012. A previsão de produção inicial é de 200 milhões de unidades de R$ 50,00 e R$ 100,00. Depois vieram as notas de R$ 10,00 e R$ 20,00 em 2011, e as de R$ 2,00 e R$ 5,00 em 2012. "Quando o Real foi introduzido, em 1994, isso foi feito de uma forma rápida, portanto, o projeto de consolidação e emissão de uma moeda agora com características de longo prazo é natural", afirmou o presidente do BC, Henrique Meirelles. O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central e pela Casa da Moeda. Inclusive, a Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas cédulas com alta qualidade. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro. A Casa da Moeda investiu R$ 400 milhões na modernização de seus equipamentos, dos quais R$ 230 milhões foram em novas máquinas para a produção das cédulas.

CUSTOS - A nova família de cédulas do real vai custar cerca de R$ 1,15 bilhão ao contribuinte na substituição em três anos. A quantidade de notas circulantes de real era de 4,2 bilhões de unidades. Para a rede bancária, o custo adicional foi "trocar as caixinhas" que separam as notas nos caixas eletrônicos, por onde circulam 70% do dinheiro em todo o país. O BC pagava à Casa da Moeda cerca de R$ 170,00 por milheiro de cédula. Agora, passa a pagar cerca de R$ 200,00. Dessa forma, o custo adicional estimado fica em torno de 28%, sobre o orçamento de R$ 300 milhões para a produção de papel moeda previsto para o ano de 2010, ou seja, foi um adicional aproximado de R$ 84 milhões ao ano e um total de R$ 984 milhões nos três anos (antes o orçamento era R$ 900 milhões). Haverá um ganho de 30% na vida útil das cédulas de menor valor (R$ 2,00 e R$ 5,00, por exemplo), que antes duravam em média um ano. O motivo seria a envernização do papel. O BC ainda informara que todo o dinheiro em circulação tem valor aproximado de R$ 115 bilhões, sendo que 97% desse montante, ou R$ 111,5 bilhões, são cédulas e o restante, moedas.

MAIS SEGURANÇA - O lema da campanha de lançamento é "O Real Ficou Ainda Mais Forte". O Banco Central comentou que a média atual de falsificação é de 143 em cada um milhão de cédulas em circulação. Comentou também que a substituição das cédulas deverá estar concluída "já na Copa do Mundo de 2014" apenas pelo processo de saneamento, quando os bancos levam notas usadas e pegam cédulas novas no BC. As cédulas são assinadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O ministro Mantega, afirmara que as mudanças nas cédulas do Rral foram feitas por segurança contra falsificação e para acompanhar a tendência de outros países. O presidente do BC reforçou a necessidade de atualização tecnológica e reconheceu que, apesar das mudanças, foram preservadas as características das cédulas.