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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

TEMER 2018: como pode um presidente longe do povo pensar em reeleição?


   O governo Temer tem quase 80% de reprovação e só tem 5% de aprovação popular. Ele "comprou" o apoio dos deputados para não ser cassado e hoje está nas mãos do congresso. Ele é odiado pela esquerda, tolerado pela direita e sem carisma pelo centrão. Temer é o presidente que mexeu nos direitos do trabalhador e atrapalhou a vida de quem quer se aposentar, além de cobrar altos impostos (gasolina e conta de luz). Um cara desses não pode nem sair na rua, quanto mais fazer sucessor de um governo que nem é dele (é da Dilma PT). Temer tem fama de ladrão por causa do escândalo da gravação da JBS.

   Imagine um hipotético discurso do Temer na TV nas Eleições 2018. O que será que ele poderia dizer ao eleitor?

  -“Minha gente. Eu, como presidente, tive que assumir um governo que estava indo na contramão da história. Com seríssimas dificuldades, a economia entrou em crise e o crescimento foi negativo. Desde o início da nossa gestão estamos empenhados e promovendo todos os esforços possíveis nessa gigantesca batalha que é recuperar a confiança do mercado, cumprir a meta fiscal e retomar o rumo do crescimento do PIB. Hoje o Brasil pode voltar a sorrir mesmo diante da situação que ainda se encontra. Muito mais ainda há de ser feito pelo próximo governo a partir de 2019. O caminho já está pavimentado. Com seriedade e compromisso com as contas públicas concretizamos propostas, como, o teto de gastos por 20 anos, o reajuste possível do salário mínimo e as reformas trabalhista e previdenciária. Todas essas condições nos exigiram grandes sacrifícios, entretanto, sabemos que foram imprescindíveis e fundamentais para o País continuar no rumo certo da recuperação. Também conseguimos melhorar a balança comercial, controlar a inflação, reduzir significativamente a taxa de desemprego que chegou a casa dos 14 milhões e estamos dando um aumento real no Bolsa Família em 2018”. 

  E ainda poderia se lembrar de pedir desculpas pelos vários aumentos da gasolina e da bandeira vermelha na conta de luz.

  O Temer poderia dizer isso dando a entender que tem a máquina na mão e pedindo apoio para sua eventual candidatura a reeleição ou para um candidato de sua confiança, como Henrique Meirelles ou Rodrigo Maia ou outro com quem tenha fechando acordo.

   Mas cá entre nós: depois de tantas medidas amargas e impopulares, o estômago do eleitor teria condições de digerir a continuidade de um eventual governo Temer?

domingo, 9 de abril de 2017

MAIS APOSENTADOS

O presidente Michel Temer (PMDB) está entre a cruz e a espada: ou ele quebra a Previdência (pagando o que tem de pagar a todos os aposentados brasileiros) ou ele quebra seu próprio governo (insistindo na reforma da Previdência). Se insistir na proposta de prorrogar (ainda mais) a aposentadoria, bem como no achatamento salarial, poderá arruinar seu governo tampão (PT-PMDB) e destruir seus planos políticos. A aposentadoria é um dos atos político-administrativos mais populares e de maior relevância na definição de um chefe de Estado. Por outro lado, se não ajeitar as contas dos pagamentos e continuar tendo que manter um custo de Previdência que só aumenta a cada ano (tendo em vista o batalhão de pessoas que buscam a segurança da aposentadoria), vai acabar com um pepino nas mãos por pura falta de liquidez suficiente. Pagar Bolsa Família e aposentadoria, ao mesmo tempo, tem de buscar arrecadação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

TEMER E PEZÃO COM O TERMO DA “SALVAÇÃO”

Michel Temer e Luiz Fernando Pezão

O presidente da República e o governador do Rio de Janeiro assinaram nesta quinta-feira, 26, o aguardado termo de compromisso para reequilibrar as contas do estado fluminense. Michel Temer e Luiz Fernando Pezão agora estão incumbidos de enviar pacotes e projetos de leis ao Poder Legislativo (estadual e federal) e até ao Poder Judiciário. Tudo dentro do Programa de Reestruturação Fiscal. O acordo (salvador na ótica do governo do Rio) têm pontos interessantes a serem debatidos nas sessões parlamentares, como a suspensão por três anos (inicialmente) de recolhimentos de dividendos do RJ à União. Só com essa suspensão, o governo do Rio vai poupar R$ 10 bilhões por ano (R$ 30 bi nos três anos). Além disso, para molhar sua mão, a União vai ajudar com empréstimos de R$ 3,5 bilhões (também inicialmente). Assim, com os cofres muito mais tranquilos, o Rio pode voltar a achar os trilhos do equilíbrio. Em contrapartida, o governo Pezão terá de tomar algumas medidas meio amargas perante o governo Temer, dentre elas, algumas privatizações e alguns aumentos na contribuição previdenciária, dentre outras. O montante a ser economizado, só este ano, é de R$ 9 bilhões.